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domingo, 24 de outubro de 2010

APRENDI....

Aprendi que amores eternos podem acabar em uma noite,
 que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos, 
que o amor sozinho não tem a força que imaginei, 
que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, 
que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, 
afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos,
 que os poucos amigos que te apóiam na queda, 
são muito mais fortes do que os muitos que te empurram, 
que o "nunca mais" nunca se cumpre, 
que o "para sempre" sempre acaba, 
que minha família com suas mil diferenças, 
está sempre aqui quando eu preciso, 
que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo, 
que vou sempre me surpreender, 
seja com os outros ou comigo, 
que vou cair e levantar milhões de vezes, 
e ainda não vou ter aprendido tudo.

Autor: Willian Sheakespeare

ONDE FICA O GOL?

Em função da mobilização com a Copa do Mundo andei me lembrando de uma conversa que tive com um amigo, anos atrás. Ele liderava uma equipe numa agência de publicidade e trabalhava em ritmo alucinado. No decorrer do papo, ele desabafou dizendo que era difícil conviver com colegas que não sabiam para que lado ir, o que fazer, como agir, e que por causa dessas incertezas perdiam tempo e faziam os outros perderem também. E exemplificou: " Sabe por que eu sempre gostei do Pelé? Porque o Pelé pegava a bola em qualquer lugar do gramado e ia com ela reto para o gol. Ele sabia exatamente para onde tinha que chutar".
- Isso que você nem é muito fã do esporte - comentei.
- Pois é, não jogo futebol, mas tenho alma de artilheiro: entro em campo e já saio perguntando onde é que é o gol. É pra lá? Então é pra lá que eu vou, sem desperdiçar meu tempo, sem ficar enfeitando.
Taí o que a gente precisa se perguntar todo dia quando acorda: onde é que é o gol?
Muitas pessoas vivem suas vidas como se dopadas, chutando apenas com a sorte. Elas acreditam que, uma hora dessas, de repente, quem sabe, a bola entrará. E, até que isso aconteça, esbanjam energia à toa.
"Goal", em inglês, significa objetivo. Você deve ter um. Conquistar um cliente, ser o padeiro mais conceituado do bairro, melhorar a aparência, sair de uma depressão, ganhar mais dinheiro, se aproximar dos seus pais. Pode até ser algo mais simples: comprar as entradas para um show, visitar um amigo doente, trocar o óleo do carro, levar flores para sua mulher. Ou você faz sua parte para colocar a bola dentro da rede, ou seguirá chutando para as laterais, catimbando, sem atingir nenhum resultado.
Quase invejo quem tem tempo a perder: sinal de que é alguém irritantemente jovem, que ainda não se deu conta da ligeireza da vida. Já os veteranos não podem se dar ao luxo de acordar tarde, e, no caso, "acordar tarde" não significa dormir até o meio-dia: significa dormir no ponto, comer mosca. Não dá. Depois de uma certa idade, é preciso ser mais atento e proativo.
Parece um jogo estafante, nervoso, mas não precisa ser. O sol que você quer marcar talvez seja justamente aprender a ter um dia a dia mais calmo, mais focado em seus reais prazeres e afetos, sem estresse. É uma meta tão valiosa quanto qualquer outra. Só que não pode ser um "quem sabe", tem que ser um gol feito.
Essa é a diferença entre aqueles que realizam as coisas e os que ficam só empatando.

Autora: Martha Medeiros

INVERNO NO SUL

Inverno pra mim significa uma estação ótima  para ficar em casa, embaixo do edredom, tomando um delicioso chocolate quente. É  ótimo, mas principalmente para as mulheres não é tão bom assim. As mulheres tendem a se cuidar para estarem bem no verão. No inverno comemos mais alimentos calóricos e em mais quantidade que no normal.
Mesmo com o frio rigoroso da região sul, nossa vida é normal, como em outras regiões ou estações mas com mais agasalhos. Estudantes acordam cedo para ir a escola, jovens saem nos finais de semana, e as pessoas em geral continuam com seus exercícios. No sul tem muitas alternativas de como se divertir no inverno, desde um chocolate quente a uma viagem a serra gaúcha.
Os lugares fechados como: shoppings, teatro, museu, cinema, entre outros, ficam lotados. As mães se preocupam muito com os filhos, para eles não pegarem muito frio e acabarem resfriados. É aquele tipo "filho leva um casaco", "filho não senta no chão, pega uma almofada". Ou até mesmo quando chegamos tarde em casa e as mães esperam com um chá, chocolate quente, café ou leite para nos esquentar.
Assim como tem as pessoas que não passam necessidades no inverno, tem os moradores de rua e os pobres. As emergências quase sempre lotadas, desde crianças a idosos, de pequenos a sérios problemas. O moradores de rua, normalmente não tem o que comer, passam frio embaixo de pontes, viadutos e até dentro das casinhas de parada de ônibus.
E mesmo assim amamos essa terra, com suas qualidades e seus defeitos.

Autora: Lenise Ribeiro

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SONETO DE FIDELIDADE

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, é tanto
Que mesmo em face o maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Vinicius de Moraes

EU ETIQUETA

"Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que estar na
moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio.
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer outra língua
(Qualquer principalmente)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê-lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas indiossincrasias tão pessoais,Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Resumia uma estética,
Hoje, sou costurado,
Sou tecido,
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentarem assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente."
(Carlos Drummond de Andrade"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A redação nota máxima

                                                              Vestibular

Clarissa Both Pinto foi a única a tirar o escore mais alto na UFRGS.
A jovem de São Francisco de Paula foi aprovada para o curso de Medicina, o mais concorrido na UFRGS.
Antes de pensar em estudar para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a jovem Clarissa Both Pinto, natural de São Francisco de Paula, já tinha um hábito curioso: ela mantinha um caderno de citações no qual registrava frases de autores nacionais e internacionais.
Esse caderno acabou sendo um forte aliado na hora da prova de redação da UFRGS deste ano. Dele, a vestibulanda retirou três citações que ajudaram sua redação a tirar a nota máxima no concurso, 25. Clarissa foi a única a conseguir "gabaritar" essa prova.
- Quando fui para casa naquele dia, acreditava que tinha feito uma boa redação. Mas uma nota assim, tão alta, jamais passou pela minha cabeça. Quando contei para minha professora, ela perguntou se eu tinha visto direito - conta a estudante, aprovada em Medicina, aos 20 anos.
Ir bem, de qualquer forma, não seria uma surpresa para ela. Desde que começou a estudar para o vestibular, nos últimos três anos, raramente deixou de escrever uma redação por semana. Ao mesmo tempo, leu dezenas de textos feitos por outros vestibulandos. Está aí um dos segredos que Clarissa não quer guardar, mas dividir com outros candidatos.
- A redação é uma prova lógica. Ela deve ser considerada uma disciplina igual as outras. É preciso estudá-la da mesma forma que matemática ou química. O estudo, no caso da redação, é produzir muitos textos e ir aperfeiçoando.
Entretanto, também é verdade que o esforço de Clarissa começou muito antes e, de certa forma, sem ser percebido. Trata-se de um hábito de leitura. Para ela, está longe de ser uma obrigação, ler sempre foi um prazer. E, mesmo para uma vestibulando, vai além de leituras obrigatórias da UFRGS. Seu gosto literário vai de Luis Fernando Veríssimo a Franz Kafka.
Como ela fez:
> Primeiro, Clarissa leu mais de uma vez o enunciado para saber, sem qualquer dúvida, o que estava sendo pedido.
> Depois, ela fez o esquema do texto. No desenvolvimento, um parágrafo seria para falar das infrações e outro para as incivilidades. Em cada parágrafo, decidiu falar de três das opções oferecidas em cada quadro.
> A vestibulando lembrou de cinco citações que se encaixavam na redação, optou por três delas.
> Colocou Claude Levi-Strauss na abertura para, segundo ela, impactar logo de cara o avaliador.
> Manuel Bandeira, no meio, para mostrar que conhecia literatura e, no final, Saramago.
> Ela escreveu a redação fazendo pausas para responder às questões de português. Segundo ela, isso dava tempo para pensar melhor nos argumentos.
"UM MUNDO DE CEGOS
      Já afirmava Claude Levi-Strauss que "o mundo começou sem o homem e poderá acabar sem ele". Nessa perspectiva, a sociedade atual demonstra um paradoxo, visto que, apesar da tecnologia corroborar a capacidade técnica e intelectual do homem.], continuamos cometendo infrações e incivilidades diariamente.
      Lamentavelmente, muitas pessoas praticam incivilidades no cotidiano, as quais atestam o caráter egocêntrico do homem: ocupar assentos especiais em transportes coletivos, poluir o meio ambiente e não coletar as fezes de nosso animal de estimação são algumas das atitudes incosequentes que manifestamos no dia a dia, as quais contribuem para uma realidade hostil e desagradável. Nesse sentido, a construção de uma sociedade sadia consiste em ter discernimento de que o espaço de nosso próximo começa onde termina o nosso espaço. Assim, quando prejudicamos o nosso entorno, estamos impedindo que a cooperação minimize as mazelas latentes da sociedade moderna.
       As infrações que contemos também prejudicam muito a construção de uma sociedade sadia: a sonegação de impostos é uma atitude tão condenável quanto o ato do político se valer das finanças publicas; a compra de produtos piratas engendra um tráfico que se conecta a tantos outros, como o tráfico de drogas e de armas, os quais aliciam desassistidos e vitimam inocentes; a ultrapassagem do sinal vermelho é uma infração grave, uma vez que recrudesce o trânsito violento que verificamos atualmente. Além disso, é imprescindível que mudemos o nosso "mundo particular", porque tal mudança se reflete ao "mundo coletivo", do qual todos nós fazemos parte. Caso contrário, só confirmaremos o que Manuel Bandeira escreveu " a existência humana é uma aventura, de tal modo inconsequente".
        O escritor português José Saramago, em seu livro "Ensaio sobre a Cegueira", descreve uma sociedade que, paulatinamente, se torna cega. Metáforas à parte, é exatamente isso o que acontece com nossa sociedade, já que ignoramos que, não só infrações, mas também incivilidades prejudicam a construção de uma sociedade sadia, pois abdicamos de atitudes abnegadas para sermos completamente egoístas, cegos. Portanto, o mundo só atenuará suas mazelas quando percebemos que tudo depende de esforços coletivos, ou, como Saramago registrou, "se podes olhar, vê; se podes ver, repara".

(créditos - zerohora )

domingo, 11 de abril de 2010

Um olhar para o mapa da cidade

O artista plástico, 45 anos, vasculhou a memória do Centrro Histórico de Porto Alegre. Como morador do Centro ele poderia citar uma série de espaços que resgataram e hoje tem uma função agregadora importantissima em nossa cidade. Como: Margs, Gasômetro, Praça da Alfândega (onde se localiza a Feira do Livro), Casa de Cultura Mario Quintana.
O centro tem muitas transformações causadas pelo tempo. Como a Rua dos Andradas (antiga Ruda da Praia). Muitos prédios antigos com uma arquitetura belissima. Na Voluntários da Pátria com a Rua Vigério José Inécio, encontra-se a Ferragem Gerhard, nesse espaço temos a  sensação de que o tempo parou em algum momento.
Ao lado do Gasômetro onde era o antigo pavilhão das tesouras, temos um espaço aberto, contiguo à marina municipal de grande beleza bucólica. Muitos porto alegrenses associam o centro a um grande caos urbano. E para as pessoas que estranham morar no centro, citou Mario Quintana:
"Olha o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
... Sito uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei..."
Um lugar que poucos conhecem é o museu de miniaturas, chamado Wonderland, na Rua Demétrio Ribeiro, 1.168, loja 4. A música do centro: Rapsodia in blue, do Gershwin.
As mais antigas residências e casas comerciais se estabelecem nas atuais ruas das Andradas, Riachuelo e Duque de Caxias.

domingo, 28 de março de 2010

A mala de Hana - uma hitória real

 
Uma incrível história real que se tornou campeã de vendas em mais de quarenta países!
Vendeu mais de 1.500.00 exemplares.
A mala de hana é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das cianças submetidas ao Holocausto.
A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual Repúblia Tcheca), nas décadas de 1930 e 1940; uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão; e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje.
Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer.

"Como a melhor exposição vista num museu, A mala de Hana mostra como fatos e objetos podem ser exibidos para honrar a memória de algo de forma pessoal e amável. Altamente recomendável."
The Toronto Star

"Com habilidades e extrema sensibilidade, Levine tece as duas histórias, alternando a inocente vida estraçalhada e a busca incessante de Fumiko Ishioka pelas respostas."  The Globe and Mail



Karem Levine é canadense, trabalha na Radio CBC há mais de 25 anos, e foi duplamente premiada com o Peabody Award, uma espécie de Oscar do rádio. A mala de Hana é seu primeiro livro, escrito com base no documentário do mesmo nome, e dois filmes já estão sendo produzidos sobre ele.

Eu li esse livro para uma atividade no colégio e realmente achei uma história muito emocionante, é um livro que recomdo que leiam.