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domingo, 21 de novembro de 2010

MISS IMPERFEITA

Com exceção do item: engravidar, serve p/todas!!!!!!!!!!!!!!!!!

MISS IMPERFEITA


     'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

     E, entre uma coisa e outra, leio livros.

     Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

     Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

     Primeiro: a dizer NÃO.
     Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

     Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

     Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

     Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

     Você não é Nossa Senhora.

     Você é, humildemente, uma mulher.

     E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É
ter tempo.

     Tempo para fazer nada.

     Tempo para fazer tudo.

     Tempo para dançar sozinha na sala.

     Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

     Tempo para sumir dois dias com seu amor.

     Três dias..

     Cinco dias!

     Tempo para uma massagem.

     Tempo para ver a novela.

     Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

     Tempo para fazer um trabalho voluntário.

     Tempo para procurar um abajur novo para seu
quarto.

     Tempo para conhecer outras pessoas.

     Voltar a estudar.

     Para engravidar.

     Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

     Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

     Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

     Existir, a que será que se destina?

     Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

     A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for
uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

     Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

     Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

     Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
     Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

     Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
     Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

     E descobrir que uma bolsa de palha, uma
pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


     Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A redação nota máxima

                                                              Vestibular

Clarissa Both Pinto foi a única a tirar o escore mais alto na UFRGS.
A jovem de São Francisco de Paula foi aprovada para o curso de Medicina, o mais concorrido na UFRGS.
Antes de pensar em estudar para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a jovem Clarissa Both Pinto, natural de São Francisco de Paula, já tinha um hábito curioso: ela mantinha um caderno de citações no qual registrava frases de autores nacionais e internacionais.
Esse caderno acabou sendo um forte aliado na hora da prova de redação da UFRGS deste ano. Dele, a vestibulanda retirou três citações que ajudaram sua redação a tirar a nota máxima no concurso, 25. Clarissa foi a única a conseguir "gabaritar" essa prova.
- Quando fui para casa naquele dia, acreditava que tinha feito uma boa redação. Mas uma nota assim, tão alta, jamais passou pela minha cabeça. Quando contei para minha professora, ela perguntou se eu tinha visto direito - conta a estudante, aprovada em Medicina, aos 20 anos.
Ir bem, de qualquer forma, não seria uma surpresa para ela. Desde que começou a estudar para o vestibular, nos últimos três anos, raramente deixou de escrever uma redação por semana. Ao mesmo tempo, leu dezenas de textos feitos por outros vestibulandos. Está aí um dos segredos que Clarissa não quer guardar, mas dividir com outros candidatos.
- A redação é uma prova lógica. Ela deve ser considerada uma disciplina igual as outras. É preciso estudá-la da mesma forma que matemática ou química. O estudo, no caso da redação, é produzir muitos textos e ir aperfeiçoando.
Entretanto, também é verdade que o esforço de Clarissa começou muito antes e, de certa forma, sem ser percebido. Trata-se de um hábito de leitura. Para ela, está longe de ser uma obrigação, ler sempre foi um prazer. E, mesmo para uma vestibulando, vai além de leituras obrigatórias da UFRGS. Seu gosto literário vai de Luis Fernando Veríssimo a Franz Kafka.
Como ela fez:
> Primeiro, Clarissa leu mais de uma vez o enunciado para saber, sem qualquer dúvida, o que estava sendo pedido.
> Depois, ela fez o esquema do texto. No desenvolvimento, um parágrafo seria para falar das infrações e outro para as incivilidades. Em cada parágrafo, decidiu falar de três das opções oferecidas em cada quadro.
> A vestibulando lembrou de cinco citações que se encaixavam na redação, optou por três delas.
> Colocou Claude Levi-Strauss na abertura para, segundo ela, impactar logo de cara o avaliador.
> Manuel Bandeira, no meio, para mostrar que conhecia literatura e, no final, Saramago.
> Ela escreveu a redação fazendo pausas para responder às questões de português. Segundo ela, isso dava tempo para pensar melhor nos argumentos.
"UM MUNDO DE CEGOS
      Já afirmava Claude Levi-Strauss que "o mundo começou sem o homem e poderá acabar sem ele". Nessa perspectiva, a sociedade atual demonstra um paradoxo, visto que, apesar da tecnologia corroborar a capacidade técnica e intelectual do homem.], continuamos cometendo infrações e incivilidades diariamente.
      Lamentavelmente, muitas pessoas praticam incivilidades no cotidiano, as quais atestam o caráter egocêntrico do homem: ocupar assentos especiais em transportes coletivos, poluir o meio ambiente e não coletar as fezes de nosso animal de estimação são algumas das atitudes incosequentes que manifestamos no dia a dia, as quais contribuem para uma realidade hostil e desagradável. Nesse sentido, a construção de uma sociedade sadia consiste em ter discernimento de que o espaço de nosso próximo começa onde termina o nosso espaço. Assim, quando prejudicamos o nosso entorno, estamos impedindo que a cooperação minimize as mazelas latentes da sociedade moderna.
       As infrações que contemos também prejudicam muito a construção de uma sociedade sadia: a sonegação de impostos é uma atitude tão condenável quanto o ato do político se valer das finanças publicas; a compra de produtos piratas engendra um tráfico que se conecta a tantos outros, como o tráfico de drogas e de armas, os quais aliciam desassistidos e vitimam inocentes; a ultrapassagem do sinal vermelho é uma infração grave, uma vez que recrudesce o trânsito violento que verificamos atualmente. Além disso, é imprescindível que mudemos o nosso "mundo particular", porque tal mudança se reflete ao "mundo coletivo", do qual todos nós fazemos parte. Caso contrário, só confirmaremos o que Manuel Bandeira escreveu " a existência humana é uma aventura, de tal modo inconsequente".
        O escritor português José Saramago, em seu livro "Ensaio sobre a Cegueira", descreve uma sociedade que, paulatinamente, se torna cega. Metáforas à parte, é exatamente isso o que acontece com nossa sociedade, já que ignoramos que, não só infrações, mas também incivilidades prejudicam a construção de uma sociedade sadia, pois abdicamos de atitudes abnegadas para sermos completamente egoístas, cegos. Portanto, o mundo só atenuará suas mazelas quando percebemos que tudo depende de esforços coletivos, ou, como Saramago registrou, "se podes olhar, vê; se podes ver, repara".

(créditos - zerohora )

domingo, 28 de março de 2010

A mala de Hana - uma hitória real

 
Uma incrível história real que se tornou campeã de vendas em mais de quarenta países!
Vendeu mais de 1.500.00 exemplares.
A mala de hana é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das cianças submetidas ao Holocausto.
A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual Repúblia Tcheca), nas décadas de 1930 e 1940; uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão; e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje.
Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer.

"Como a melhor exposição vista num museu, A mala de Hana mostra como fatos e objetos podem ser exibidos para honrar a memória de algo de forma pessoal e amável. Altamente recomendável."
The Toronto Star

"Com habilidades e extrema sensibilidade, Levine tece as duas histórias, alternando a inocente vida estraçalhada e a busca incessante de Fumiko Ishioka pelas respostas."  The Globe and Mail



Karem Levine é canadense, trabalha na Radio CBC há mais de 25 anos, e foi duplamente premiada com o Peabody Award, uma espécie de Oscar do rádio. A mala de Hana é seu primeiro livro, escrito com base no documentário do mesmo nome, e dois filmes já estão sendo produzidos sobre ele.

Eu li esse livro para uma atividade no colégio e realmente achei uma história muito emocionante, é um livro que recomdo que leiam.